quinta-feira, 18 de abril de 2013

CONSELHEIRO PAULO BARBOSA DA SILVA


Nasceu em Sabará, Minas Gerais, a 25 de janeiro de 1794, quinto filho o coronel de milícias Antônio Barbosa da Silva e Ana Maria de Jesus, filha de Antônio Ribeiro Pinto.
Teve uma mocidade toda dedicada ao exercito: assentou praça de cadete com 14 anos; foi cadete efetivo em 1808 e promovido a alferes em 1810. Em 1818 matriculou-se na Academia Militar, sendo promovido a tenente no ano seguinte.
Na campanha do Fico, coube-lhe o papel de emissário dos patriotas a Minas Gerais, onde desempenhou uma missão bem sucedida. Foi promovido para o Imperial Corpo de Engenheiros.
Em 1825 foi para Europa estudar. Em 1829 volta para o Brasil como “personagem da grande intriga que foi o segundo casamento do primeiro imperador. O 7 de abril já o encontra afastado do Paço de Diplomacia”.
Com a queda do tutor José Bonifácio é nomeado mordomo da Casa Imperial, cargo que é confirmado por D. Pedro II, logo em 1840 e no qual iria prestar os mais honrosos serviços. Promovido a major em 1837 e a tenente-coronel em 1839, é eleito nesse ano deputado por Minas.
Sua casa, na Chácara da Joana (o Clube Joana, como era chamado) foi o centro político e social do inicio do reinado. Entre os grandes serviços de Paulo Barbosa figura, em primeiro lugar, a fundação de Petrópolis em 16 de março de 1843.
Nesse ano é promovido a coronel e no seguinte é reformado como brigadeiro. “Estava em plana atividade administrativa quando teve participação oficial de que se tramava contra sua vida. Um inquérito policial revelou uma trama bem tecida contra sua pessoa”. D. Pedro II então o designa para o Corpo Diplomático onde já tinha servido para provar seu apreço por ele o imperador nomeia José Maria Velho da Silva a gentil-homem, conservando o titulo de mordomo Paulo Barbosa é nomeado Cônsul na Rússia onde ficou com a esposa por um ano. Em 1847 foi transferido para Berlim e dois anos depois, para Viena. Caindo gravemente doente  e vai para Paris, onde recebe a demissão da função diplomática em 1851. Ai guarda a oportunidade de voltar para o Brasil. D. Pedro II o chama novamente em 1854, para reassumir as funções de mordomo da Casa Imperial.
A segunda fase da mordomia de Paulo Barbosa na Casa Imperial foi puramente administrativa , prestando serviços ao imperador e ao Brasil, um dos quais lhe devem, a cidade Petrópolis. Faleceu em 28 de janeiro de 1868. Foi casado com Maria Paula dos Reis Alpoim, não deixando herdeiros.
De todas as suas condecorações nacionais, cavaleiros de Cristo e Avis e oficial da Rosa, e estrangeiras, Grão Cruz de Sant’Ana, da Rússia; de S. Mauricio e S. Lázaro, da Sardenha; comendador de Nossa Senhora da Conceição de Villa Viçosa, de Portugal; Ernestina , de Saxe; S. Januário, de Nápoles; Coroa de Ferro, da Áustria; Legião de Honra, da França; e Medjidié, da Turquia, e dos vários encargos que recebeu nenhum título mais o orgulhava que aquele dado pelo próprio D. Pedro II, chamando Petrópolis – “a sua filha”, em carta a ele endereçada.



Fonte:
LACOMBE, Américo Jacobina. Trabalhos da Comissão do Centenário, Vol. VII.

Um comentário:

  1. Tenho um trabalho de HGTP (história geral de Turismo de Petrópolis), sobre o mordomo da casa imperial e esse resumo me ajudou muito...

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