quinta-feira, 30 de junho de 2016

O SOFRIMENTOS DOS COLONOS DURANTE A VIAGEM PARA O BRASIL A BORDO DO NAVIO “MARIE” EM 1845

Segue abaixo a carta enviada pelos colonos ao imperador d. Pedro II, quando aportaram no Brasil os colonos do navio “Marie” em agosto de 1845. Suplicando ajuda de Sua Majestade, devido aos transtornos sofridos ao longo de 74 dias de viagem da Europa ao Brasil.

“Ao louvadíssimo Governo Imperial da Provincia do Rio de Janeiro:
 Os obdedientíssimos, abaixo assinados, pobres imigrantes alemães, que arriscaram e deram o grave passo de deixar sua pátria, para estabelecer no Brasil e entregar-se à proteção do poderossíssimo Imperador dom Pedro II e respectivamente do seu fiel e louvabilíssimo Governo Provincial, permitem-se humildemente, aconselhados pelo Capitão de seu navio, o sr. Chastell, apresentar respeitosamente a seguinte queixa:
 Como é sabido, o Governo Imperial desta Província contratou com a casa Charles Delrue & Companhia, de Dunquerque, pagar-lhe, por cada pessoa de 15 a 40 anos 245 francos; de 5 a 15 anos 122 e meio francos,e nada para as crianças menores de 5 anos; além dessas quantias, a casa Delrue nada mais receberia; e nós deveremos reembolsar estas importâncias ao Governo Provincial, com o suor do nosso rosto.
 Delrue, porém, não satisfeito ainda com este arranjo, e pondo nenhum limite-se à sua cobiça conseguir, também conosco uma quantia, por cada pessoa de 15 a 40 anos 80 francos; de 5 a 15 anos 40 francos; e pelas crianças menores de 5 anos 10 francos. E isso de maneira tão escandalosa, que não podemos abster-nos de relatar essas extorsões, ao Governo Imperial.
 Em Colônia, onde os sequazes de Delrue estavam agindo, extorquiram de nós as mencionadas quantias, a título de cauções, mediantes recibos, com a promessa de que as mesmas importâncias nos seriam restituídas pelo Governo Imperial, ou pelo menos haveríamos de ser indenizados, por outra maneira.
 Tal pagamento, apesar da resistência da maioria dos imigrantes, de fato, teve que ser efetuado. Em Dunquerque, na casa Delrue, de alguns que se encontravam inteiramente sem meios, com ameaças, extorquiram documentos de confissões de dívidas, e a outros arrancaram os recibos passados, a pretexto de anexá-los aos outros documentos, e assim apresentá-los ao Governo Imperial Brasileiro. Todos nós duvidamos que isso aconteça,e estamos firmemente persuadidos que a casa Delrue cometeu conosco uma grande fraude.
 E, ainda não contente com estas extorsões, contratou a referida casa conosco, acerca das provisões que deveriam ser fornecidas para a nossa viagem de Dunquerque ao Rio de Janeiro, obrigando-se a prover e fazer entregar-nos a bordo, os seguintes mantimentos: boa carne de vaca e de porco, boa bolacha, legumes secos, diariamente um quarto de medida de cerveja, duas vezes por semana bebidas espirituosas,e nos domingos um quarto da medida de vinho por pessoa; e para cada cama um bom colchão de palha e travesseiro.
 Mas, de tudo isso, nada foi fornecido na forma estipulada. A casa Delrue, após obter astuciosamente os citados recibos, mandou-nos levar para bordo e partir no navio “Marie”.
 É compreensível que, no primeiro tempo, em que reinava entre os imigrantes enjôo de mar, os comestíveis fossem distribuídos com alguma escassez; esperávamos, porém, que no futuro nosso tratamento haveria de melhorar, no que fomos cruelmente enganados.
 Passada a doença estando com fome todos os imigrantes não apareceram os mantimentos estipulados; em vez disso deu-se a cada um apenas uma bolacha, diariamente, e até esta em putrefação e cheia de vermes, o que faria adoecer os mais robusto.
 De manhã, pelas 11 horas, distribui-se a cada um, uma concha de sopa com caldo ralo por assim dizer que água pura, e da mesma maneira à tarde, pelas 5 horas, uma dita concha com sopa de ervilhas ou feijão, preparada de tal maneira, que para 7 ou 8 barris de água podre, calculou-se três quartos a balde de feijão e ervilhas misturadas. De batatas, recebemos ao todo 4 ou 5 cestos, e entre elas estavam ao menos um terço em putrefação.
 Em lugar de recebemos, diariamente, uma regular porção de boa carne, forneceu-se por cabeça, num dia, um garfo de cozinha com peixe podre e fétido, e no outro dia 60 ou 70 gramas de carne, por pessoa.
 Em vez de fornece-nos, diariamente um quarto da medida de cerveja, deram-nos apenas duas vezes por semana, um quarto de litro; e bebidos espirituosas não recebemos se não, nos 3 ou 4 últimos dias, antes da chagada,a razão de um oitavo de litro.
 O vinho prometido não chegamos a provar. Nem todas as camas foram providas de travesseiros.
 Dessa maneira, cerecemos quase de tudo, e passamos amarga forme e sede, com que aflitos à noite nos deitávamos,e de manhã nos levantávamos.
 Nosso Capitão, várias vezes, interrogado a respeito, assegurou-se não haver recebido mais mantimentos de Delrue, e que tínhamos sido enganados por ele e seus sequazes, na maneira mais escandalosa.
 Mais tarde, porém, houve um pequeno aumento de bolacha de forma que se deu uma meia por cabeça, e nos últimos 6 dias duas, por pessoa.
 A maior parte dos imigrantes, que havia trazido de casa pequena provisão de mantimentos, viu-se obrigada a consumi-la ou partilhá-la com seus companheiros famintos, a fim de matar a roedora fome.
 Chegados, finalmente, às praias do Brasil, sem mantimentos e dinheiro, até destituídos de tudo, nós pobres imigrantes vemo-nos obrigados a reconhecer, como é evidente, que fomos escandalosamente enganados por Delrue.
 Por isso, de joelhos, suplicamos, como súditos fiéis, e obedientes, de agora em diante do nosso benigníssimo monarca e soberano, respectivamente do seu fiel Governo Imperial da Província, que de forma alguma reconhecerá e aprovará tal tratamento como justo e razoável em seres humanos, que se digne conceder-nos a augusta graça e proteção, na defesa dos nossos direitos, tomando benignamente as medidas convenientes, em vista das violências e extorsões praticadas em nossas pessoas pelo referido Delrue, a fim de que nos sejam restituídas as quantias, injustamente extorquidas, e sejamos indenizados, a custas do mesmo Delrue, pelos sofrimentos que durante 73 dias padecemos, nas ondas do mar.
 Na almejada esperança que nossa humilde súplica receba o beneplácito do nosso fiel Governo Imperial da Província, permanecemos no mais profundo respeito e humildade, como muito submissos e fiéis súbditos, servos do Governo Imperial da Província.

Redigido, no porto do Rio de Janeiro, em 22 de Julho de 1845
Assinado por:
Augusto Moebus
Jacoby
Lanius
Bauer
H. Auler.
Link
Bender
Jose Hehn
Paulo Hehn
G. Schaeffer
João Pedro Carl
F. G. Schaefer
Eduardo Moebus
Francisco José Sieben
A. Kremer
N. Flescher
Auler
J. Kremer
Carlos Dorr
Kremer
Thomas
Wagner
P. Hoffmann
Retz
Teodoro Eppinghaus
Vogt
Reitz
Neumann
Luebe
Hoffmann
Karl
Moebus
Wierchers
Becker
Hoelz
Schauss
Nienhauss
Nicodemus
Henrique
Plenz
Jorge Pal
Jacó Kaspar
Harrmann Schamenk
M. Dupont."

Referência bibliográfica:
CASADEI, Thalita de Oliveira. Petrópolis – Relatos Históricos. Ed. Grafica Jornal da Cidade,  1991


terça-feira, 28 de junho de 2016

DEPOIMENTOS SOBRE O DIA 29 DE JUNHO DE 1845

Paulo Barbosa da Silva – Mordomo da Casa Imperial

“O que era há quatro meses matas virgens, é hoje uma povoação, branca, industriosa, alegre e bendizente a Vossa Majestade Imperial.”
(Carta a dom Pedro II, em 5 de Setembro de 1845)

“Estou comendo hortaliças já por eles [os Colonos] cultivadas, em lugares até o presente desconhecidos; digo até o dia de São Pedro, em que por um acaso, que não pode deixar de ser determinação celeste, começou a Colônia de Petrópolis, 29 de Junho.”
(Carta a dom Pedro II, em 24 de outubro de 1845).

Alexandre Manuel Albino de Carvalho – Diretor da Imperial Colônia de Petrópolis

“Remontando á sua origem observa-se que Petrópolis não existia há 10 anos, e que em seu lugar tão somente, havia uma Fazenda denominada Corrego Seco, quasi toda coberta de mato, contendo uma casa de vivenda e dois ou tres ranchos de tropeiros; ao passo que hoje, isto é, no dia 1° de Janeiro de 1855, Petrópolis tem para mais de 5.527 habitantes.”
(Relatório apresentado ao Presidente da Província, em 28 de março de 1855)

Dom Pedro II

“Rua Dona Francisca [hoje rua Marechal Deodoro] – a casa-grande pertenceu ao finado Major Koeler e agora é de D. Alda, sogra de Antonio Barbosa, irmão de Paulo Barbosa; neste casa moramos nós, em fim de 47 e principio de 48, a primeira vez que fomos a Petrópolis, depois de estabelecia a povoação.”

Júlio Frederico Koeler – Primeiro Diretor da Imperial Colônia de Petrópolis.

‘Os Colonos vieram como V. Excia. Sabe, repentinamente; em Petrópolis, ainda um mês depois de sua chegada no Brasil, não existia outro edifício senão o de minha residência. Construíram-se depósitos a toda pressa para os receber”

“O tumulto que forçosamente acompanha fundação de uma Colônia nova, e que em grau maior reinou na de Petrópolis , porque ali só havia terra, água e mato, ocasionou as irregularidades que alguém pode ter notado, mas que todo homem consciencioso e de boa fé, terá de certo desculpado.”
(Ofício ao Vice-Presidente da Província do Rio de Janeiro, em 23 de Agosto de 1846).

Galdino Justiniano da Silva Pimentel – Diretor da Imperial Colonia de Petrópolis.

“É fora de toda duvida que este povoado [Petrópolis], que apenas conta quatro anos de existência, já excede em grandeza e comodidade a maior e mais adiantada vila da Província.”
(Relatório apresentado ao Presidente da Província do Rio de Janeiro, em 24 de Janeiro de 1850).

Aureliano de Souza e Oliveira Coutinho – Presidente da Província do Rio de janeiro.

“Sua Majestade o Imperador, sempre solicito pela prosperidades e engrandecimento do seu Império logo que chegou de Dunquerque o primeiro navio Virginie, trazendo a seu bordo 160 desses Colonos, não só autorizou o seu Mordomo à oferecer ao Governo da Província as suas terras de Petrópolis, para nelas se estabelecerem logo os mesmos. Colonos, visto que eram destinados aos trabalhos da Serra da Estrela, como mesmo se dignou ir vê-los no Arsenal de Marinha, quando indo de Niterói partiram para Petrópolis, e lhes assegurou a sua proteção por meio de alocução, que lhes mandou fazer, e de donativos pecuniários.”

“Foi em 29 de Junho do ano passado, dia de São Pedro [...], que ali chegaram os primeiros Colonos [...]. então, exceto os terrenos colaterais á Estrada, e esses mesmos somente em parte, descortinados, era Petrópolis uma mata virgem; hoje que mudança extraordinária! Ruas e Praças traçadas no seu centro, e já em parte edificadas pelo meio das três Ruas principais; descobriram-se 24 rios maiores e menores no interior, todos afluentes do Piabanha; ás margens deles, de um e de outro lado, abriram-se ruas próprias a transitar seges logo que estejam aperfeiçoadas, deixando-se todo o arvoredo natural que borda esses rios, o que torna extensa alameda tortuosa muito pitoresca além de útil.”

(Relatório apresentado à Assembleia Provincial, em 1° de Março de 1846.)

sábado, 18 de junho de 2016

BANDA DOS GUSTAVOS OU DOS ECKHARDT

 A Banda Gustavos, composta pelos irmãos Eckhardt, foi por muito anos a filarmônica mais conhecida da cidade de Petrópolis.
 No final de 1845, o Conselheiro Aureliano Coutinho, recebeu 3 pedidos dos colonos germânicos de Petrópolis: serem considerados brasileiros, a criação de escolas para seus filhos, e a vinda de sacerdotes de suas respectivas religiões, o que foi atendido prontamente pelo Governo Imperial.
 Os colonos eram um povo alegre e festeiro e trouxeram para Petrópolis suas tradições e costumes.
 Uma de suas características eram o espírito animado e associativo, porém no inicio os encontros e festas se limitavam aos domingos no Passeio Público, atual Palácio de Cristal (daí a Bauernfest ser realizada nessa localidade), a roda de “Biertich”.
 No inicio da colonização não faltaram cervejarias com salões que aos domingos, as famílias dos colonos se encontravam para dançar e os mais velhos saborearem um “schoppen” e jogavam carteado, o 66.
 Para dançar era preciso musica e não era tão fácil arrumar uma banda musical naquela época.
 Enquanto não haviam filarmônicas eram tocados “realejos” nos salões, mas 1847 por meio da uma lei firmada pelo Dr. José Maria da Silva Paranhos, mais tarde Visconde do Rio Branco, na Colônia de Petrópolis deveria haver uma escola de música a fim de ensinar os meninas colonos e brasileiros a prática de instrumentos musicais e canto.
 Esses realejos tocavam nos salões do Rabelais, na rua dos Protestantes, atual rua 13 de Maio; na cervejaria Kremer, atual Bohemia. Substituindo os realejos, surgiu o trio formado por Felipe Molter, no violino, Augusto Herzog, no pistão e mais um que tocava contrabaixo.
 Em 1853, vindo do Grão Ducado de Hessen, aportou no Rio de Janeiro, Gustav Eckhardt, assim que chegou a Petrópolis no mesmo ano resolver fundar um grupo musical com seus conterrâneos: Henrique Pedro e Frederico Esch, Henrique Faulhaber, Francisco Vogel, Pedro Jacob e outros constituindo assim uma banda musical, da qual Gustav era o regente.
 Começaram suas apresentações na casa de Joaquim Martins Correia que possuía uma fábrica de sabão e serraria, na rua Rhenania, atual Washington Luiz, nº6, no local que mais daria lugar a Companhia São Pedro de Alcântara.
 Mais tarde com a saída dos “Esch’s” o velho Gustav Eckhardt manteve sua filarmônica, com seus filhos e continuou tocando nos bailes na casa dos Correias.
 A família Eckhadt residia na rua Westphália, n°1, atual rua Barão do Rio Barão, aonde também realizava os seus ensaios.
 Os oito irmãos integrantes da banda eram: Gustavo, Eduardo, Henrique, Teodoro, Alberto, Arthur, Carlos Eckhardt, que tocavam os seguintes instrumentos: flautim, saxes, corneta, de pistãos, requinta, oficlides e bombardino. Todos também eram carpinteiros, coisa comum entre os colonos, que seguiam a profissão paterna. A regência continuou a cargo do velho Gustav.
 Por serem todos os integrantes filhos de Gustav, o povo passou a denominar a filarmônica de “Banda dos Gustavos”, da banda também faziam parte o bombeiro Francisco Geoffroy ligado aos Eckhardt por meio do casamento com uma das filhas de Gustavo. Francisco era conhecido pelo nome alemão “Geoffroy’s Francshen”.
 Após a morte do fundador da banda, a regência da mesma ficou a cargo de seu filho Henrique e por falecimento deste a batuta passou para o irmão Teodoro Eckhardt, até o fim da filarmônica em 1896, no período republicano.
 Não é possível relatar brevemente as atividades da “Banda” que iam desde a saudação do imperador d. Pedro II, no dia de Ano Bom, 1º de Janeiro, como também as apresentações bo coreto da Bacia, hoje Praça dom Pedro, durante o verão, como faziam outras bandas, as quartas feiras e aos domingos. Todas as festividades locais contavam com a presença e música da Banda dos Gustavos, que se apresentavam muitas vezes nos salões das antigas cervejarias, no Salão Floresta, no morro do Cruzeiro, nos piqueniques, no Cassino Dona Isabel, locais onde os petropolitanos iam para se divertir.
Os Eckhardt’s fizeram se ouvir nas principais festividades da vida local, também conhecidos como “Banda dos Alemães”, executava um programa seleto de polkas, valsas, mazurcas e quadrilhas.
 Encerrou esse artigo com as palavras do historiador Walter Bretz:
 “Ouviu-a Petrópolis de antanho, apreciou-a ex-família imperial e tocou em festas republicanas, até que obedecendo a lei insofismável de todas as coisas humanas, encostou os metais sonoros para sempre...”

  Banda dos Gustavos, nos jardins do Palácio Imperial. Ao centro Teodoro Eckhardt. Acervo Museu Imperial

BIBLIOGRAFIA:

BRETZ, Walter. A Banda de Musica dos “Gustavos”. In Tribuna de Petrópolis, 14 de outubro de 1931
BECHTLUFF, Walter. “Familias Petropolitanas”. In Tribuna de Petrópolis 1º de Julho de 1956
Arquivo Histórico da Biblioteca Municipal de Petrópolis – Certidões de Óbitos.

Depoimentos de membros da família Eckhardt.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O SERMÃO DA PRIMEIRA MISSA EM PETRÓPOLIS

Muito se fala em culto ecumênico realizado em Petrópolis entre a Igreja Católica e a Igreja Luterana em 1845 por ocasião da chegada dos colonos germânicos na cidade de Petrópolis, porém igreja Católica só se integrou ao movimento ecumênico na década de 1960, por meio do papa João XXIII, então seguindo esse raciocínio, em 1845, não houve culto ecumênico em Petrópolis. Tivemos sim, em 29 de Junho de 1846, um ano depois, um culto católico, ou seja, uma missa, presidida pelo Monsenhor Caetano Bedini, na então Praça Coblenz, atualmente, os jardins do Palácio de Cristal. Na qual católicos e alguns protestantes, com a presença de suas Majestades D. Pedro II e D Teresa Cristina, o Mordomo da Casa Imperial Paulo Barbosa e o Major Júlio Frederico Koeler, participaram da celebração eucarística e ouviram o seguinte sermão do Núncio Apostólico:
 “... Eu vos conjuro em nome da religião, e até no daquelas inocentes criaturas (os vossos filhos), para que não os mandeis a escola protestante, se vos importa conservá-los na vossa fé, e ficardes vós sossegados e consolados em vossas consciências... Conservai a fé, esse tesouro, o único que convosco trouxestes da vossa cara pátria. Conservai-o com virtude , energia, Constancia e amor igual às dos caros irmãos que lá deixastes, que não cessam das virtudes cristãs. Ah! Meus irmãos, não tenho palavras que bastem para recomendar-vos uma vida santa, em tudo conforme aos princípios da vossa religião; e o meu coração geme amargamente quando sabe que vós ou com delitos ou com desordens a manchais... Que direi da desenfreada licença com que alguns de vós abandonam à dança no momento, em que a mão de Deus vos fere com desventuras, misérias e provações, as mais penosas? Tal procedimento, meus irmãos, meus irmãos, vos degrada e vos atraiçoa; e na verdade, como podereis manter-vos na simplicidade e na inocência dos costumes, que é o mérito principal da vossa laboriosa condição: Como induzireis os outros a crer que o vosso estado é pobre e falto de consolações?... Vós enquanto os vosso guias tratam da vossa sorte com as autoridades competentes, ao passo que eu me canso para que vos não faltem os socorros temporais e espirituais, vos abandonais à intemperança do divertimento e às seduções do vício... Estou aflito, eu o repito, no fundo da alma, e vos peço e conjuro a viver modesta, resignada e virtuosamente, a evitar que as fadigas a que por vós m entrego não percam o seu mérito, retribuindo-as com uma vida conforme aos meus conselhos e insinuações. Sei também que existe entre vós outro motivo de escândalo e de pungente aflição para o meu coração. Alguns dos católicos se tem unido em matrimonio pelo ministério do pastor protestante, isto não obstante a minha expressa proibição, não obstante a nulidade do Sacramento a que se expõem, não obstante o pecado grave a que com tal não podeis esperar que aos católicos possa dar verdadeiro e eficaz benção quem não seja Padre católico e quem não tenha em si a santidade e a legitimidade do ministério sacerdotal... Qualquer dos católicos que quiser casar-se, ou espere que venha aqui, como tenciono fazer de vem em quando, e eu mesmo o abençoarei em nome do Sehor, ou se um legítima necessidade tornar urgente o negócio me procurei na Côrte, apresente-me os papéis em regra das oportunas premissas, e na minha mesma capela conseguirá a católica e legítima benção, correndo por minha conta toda a despesa de viagem, e a indenização pela interrupção do trabalho, a fim de que nada se oponha à paz das consciências, à segurança da fé e à salvação das almas...”
 Após ler esse sermão fica claro, que não houve culto ecumênico em Petrópolis, mas sim uma missa, presidida por sacerdote católico, na qual se mostra muito preocupado com fé Católica dos colonos germânicos da Colônia e que se põem pleno dispor de ajudar aos imigrantes na nova terra que os abrigava.

Desenho de Otto Reimarus, retratando a Praça Coblenz, no canto esquerdo da reprodução podemos ver uma cruz erguida no local aonde foi realizada a primeira missa em Petrópolis.




BIBLIOGRAFIA:

DEISTER, Jorge C. Primeira Missa em Petrópolis. In Revista Ação. pp. 132, 133 e 134 - Junho de 1949.
Imagem - Acervo Museu Imperial

quinta-feira, 23 de julho de 2015

QUARTEIRÕES PETROPOLITANOS

 Quando o Major Julio Frederico Koeler levantou a planta urbanística da Imperial Colônia de Petrópolis, dividiu o território em quarteirões, que deu nomes das regiões de origem dos colonos germânicos e de pessoas ilustres que contribuíram para a criação da povoação.
 A Planta foi dividida em 2 vilas centrais próximas ao Palácio Imperial e em 11 quarteirões divididos em lotes para abrigar assim os colonos e suas famílias.
 Segundo a planta de Koeler de 1846, o território petropolitano foi dividido da seguinte forma:

1.    Vila Imperial
2.    Vila Tereza
3.    Bingen
4.    Castelânia
5.    Ingelhein
6.    Mosela
7.    Nassau
8.    Palatinato Superior
9.    Palatinato Inferior
10. Renânia Central
11. Renânia Inferior
12. Siméria
13. Westfália

 Em 1854, dando seguimento ao trabalho do Major Koeler, Otto Reimarus, levantou outra planta acrescentando mais 11 quarteirões:

14. Brasileiro
15. Darmstadt
16. Francês
17. Inglês
18.  Mineiro
19. Presidência
20. Princesa Imperial
21. Renânia Superior
22. Suíço
23. Woerstadt
24.  Worms

Assim podemos observar que Petrópolis é dividida em 22 quarteirões, cuja divisão é vigente até hoje em dia.
 A nomenclatura dos quarteirões foi dada em homenagem aos colonos germânicos para que assim pudessem se sentir em casa, na recente Colônia criada por d. Pedro II.
 Os nomes de origem brasileira foram homenagens aos brasileiros que contribuíram na formação de Petrópolis.
 Já os nomes das duas Vilas: Imperial e Tereza, serviram de homenagem a Família Imperial, assim como o quarteirão Princesa Imperial.  
 A província do Rio de Janeiro também foi homenageada com o Quarteirão Presidência.
 O Quarteirão Mineiro foi uma lembrança ao caminho que passava pela região de Petrópolis rumo as Minas Gerais, estrada que deu inicio a povoação do “Sertão de Serra Acima”.
 Segundo SÁ EARP, dividindo os quarteirões de acordo com a hidrografia local, temos a seguinte disposição dos mesmos:

1.    BACIA DO PALATINATO:  3 quarteirões → Palatinato Superior (região do Morin); Palatinato Inferior (Regiões do Centro, como Rua Souza Franco, parte da Rua Paulo Barbosa, rua Benjamin Constant, UCP...) e Suíço (Floresta, Caxambu e parte da Provisória).
2.    BACIA DO PIABANHA: 8 quarteirões → Woerstadt (Duarte da Silveira e BR – 040); Bingen ( com inicio na Curva do Gióia e terminando no Bairro Castrioto, com parte do Bairro Manoel Torres); Darmstadt (do meio do Bairro Manoel Torres, rua Alice Hêrve, seguintdo em direção a Capela); Ingelheim (Quarteirão Ingelheim, patê do Campo do Serrano, região do Hospital Santa Tereza, seguindo a rua Duque de Caxias até o início da Vila Militar); Mosela (Bairro Mosela, Pedras Brancas e Moinho Preto e parte do Campo do Serrano); Nassau (Avenida Piabanha e Duchas); Westfália (Avenida Barão do Rio Branco até a sede do Corpo de Bombeiros, fazendo divisa do lado direito com a Estrada da Saudade); Brasileiro (Quarteirão Brasileiro, fazendo divisa com a Mosela, no Moinho Preto).
3.    BACIA DO QUITANDINHA: 8 quarteirões → Worms (Quitandinha e Parque São Vicente); Inglês (Alto Independência); Renânia Superior (Dr. Thouzet, Rua Lopes de Castro, Cremerie, Taquara); Renânia Central (da rua Saldanha Marinho, Duas Pontes, na rua Coronel Veiga até a Ponte dos Fones) Renânia Inferior (Duas pontes, seguindo pela rua Washington Luiz, subindo pelo Valparaíso, ruas padre Moreira – Trono de Fátima -,  rua Visconde de Itaboraí, rua Rockfeller, rua Monsenhor Bacelar, rua Barão de Amazonas); Siméria (parte da Ponte do Fones, Bairro Siméria, São Sebastião na divisa com o Sargento Boening); Castelânea (Bairro Castelânea, rua Olavo Bilac , fazendo divisa com o Renânia Central, Sargento Boening até a Chácara Flora); Francês (Rua Ipiranga, fazendo divisa com a Estrada da Saudade).

Agora os as duas vilas e o quarteirão criados em homenagem a Família Imperial:
1.    Vila Imperial → Região do Centro da Cidade,  Praça da Liberdade, Avenida Koeler, Avenida Tiradentes, rua da Imperatriz, Rua do Imperador, rua Paulo Barbosa até a Travessa Prudente Aguiar e
2.    Vila Tereza → Rua Tereza, a partir da entrada da rua 24 de Maio, seguindo em direção ao Alto da Serra, Chacara Flora, Praça dos Ferroviários até o início da Estrada Normal da Estrela, a “Serra Velha”.
3.    Princesa Imperial → Rua Fonseca Ramos, Estrada da Saudade, descendo a rua Quissamã, Itamarati e Cascatinha.

 Os quarteirões ainda existem em Petrópolis, o problemas é que foram esquecidos pelos petropolitanos, porém para ser fazer qualquer transação imobiliária, é necessário saber o quarteirão da residência ou do terreno, pois na Companhia Imobiliaria Petropolitana, a cidade é dividida pelos seus respectivos quarteirões e prazos.

 Planta do Major Julio Frederico Koeler do ano de 1846



Planta de Otto Reimarus, de 1854.



Referência bibliográficas:

SÁ EARP, Arthur Leonardo. Os Quarteirões. In http://www.ihp.org.br/site/ Acesso em 21/07/2014

PETROTUR. Planta de Petrópolis, publicada em 1995.



domingo, 31 de maio de 2015

DADOS SOBRE O MUNICÍPIO DE PETRÓPOLIS EM 1861

MUNICÍPIO DE PETRÓPOLIS

FREGUESIA DE S. PEDRO DE ALCÂNTARA (MUNICÍPIO)

 

CÂMARA MUNICIPAL – Vereadores

Presidente - Albino José de Siqueira; José Pinheiro de Siqueira; Augusto da Rocha Fragoso; Dr. Henrique Kopke; Dr. Tomás José da Porciúncula; Machado Guimarães; Francisco Caetano do Vale; J. C. de Barros.

Secretário – Carlos Barros Falcão Calvalcanti de Alburquerque Lacerda, serve interinamente Frederico Damecke.

Procurador – Gregório José Teixeira

Fiscal – Tomás Gomes Machado

Engenheiro – Ricardo Soares

Porteiro – Guilherme Nicolay

 

JUIZ DE DIREITO – Dr. José Caetano de Andrade Pinto

 

JUIZ MUNICIPAL E DE ÓRFÃOS – Dr. João Carlos Garcia de Almeida

Substitutos – Dr. Henrique Kopke; José Pinheiro de Siqueira; João Vidal Leite Ribeiro; Joviano da Nobrega

 

DELEGADO DE POLÍCIA – Dr. João Carlos Garcia de Almeida

Substitutos - José Pinheiro de Siqueira; João Batista da Silva; José de Souza Lima; José Joaquim da Nóbrega; Augusto da Rocha Fragoso; José Cândido Monteiro de Barros.

Subdelegado do 1º Distrito – Ricardo Narciso Fragoso.

Substituto -  Carlos Barros Falcão Calvalcanti de Alburquerque Lacerda.

Escrivão -  Joaquim Júlio da Silva

Inspetores de Quarteirão:

1-    João Meyer

2-    Tomás Gomes

3-    Maximiano Gonçalves Paim Junior

4-    Vago

5-    Vago

6-    Lucas Antônio Vila-Real

7-    Antônio Luís Campeão

8-    Bento José Gomes

9-    Vago

10- Vago

11- Francisco Inácio da Silva

 

OFICIAIS DE JUSTIÇA – Eleutério José Garcia (Carceiro); Antônio Joaquim da Silva; Antônio Dias Moura

 

JUÍZES DE PAZ - Dr. Henrique Kopke; Dr. Tomás José da Porciúncula; José Pinheiro de Siqueira; João Batista da Silva.

Escrivão – Francisco Antônio Soares da Costa

Tabelião e Escrivão de Orfãos – José Zeferino Dias

Distribuidor – Joaquim Júlio da Silva

Contador e Partidor – José Schaefer

Depositário público –  Modesto Cassiano Pinto Coelho da Cunha

Porteiro de Auditório – Eleutério José Garcia.

 

COLETORA

Coletor Geral – Capitão João Bezerra Calvacanti

Coletor Provincial – Antônio Francisco Correia Viana.

 

SUPERINTENDÊNCIA DA FAZENDA IMPERIAL

Superintendente – Tenente-Coronel Vicente Marques Lisboa

Escrivão – Ricardo Narciso da Fonseca

Ajudante do escrivão e Fiel das Obras – Carlos de Barros Falcão Cavalcanti de Albuquerque Lacerda

Mestre das Obras do Palácio – José Francisco Dias

Apontador – Maximiano José Gudehus

 

VIGÁRIO DA VARA – Padre Gemain

 

IRMANDADE DO S.S. SACRAMENTO

Provedor – Tenente-Coronel Vicente Marques Lisboa

Secretário – Augusto da Rocha Fragoso

Tesoureiro – Joaquim Martins Correia

Procurador – Ricardo Narciso da Fonseca

 

AGENTE DO CORREIO – Antônio José Correia de Lima

Ajudante – Francisco Inácio da Silveira

 

PROFESSORES PÚBLICOS – Jesuíno José Alves, Pedro Taborda Correia de Bulhões.

PROFESSORA PÚBLICA – Zeferina Josefa Pinto Bulhões

PROFESSORES DA ESCOLA DA COLÔNIA – Pedro Jacoby, Rua do Imperador; Henrique Monken, Nassau; Carlos Sager; Ana Maria Klaeser, Nassau; Maria Beck, Rua d. Januária; Martinho Dupont, Renânia.

 

SOCIEDADE DE INDÚSTRIA E AGRICULTRA – (Possuía 150 membros)

Presidente – Augusto Rocha Fragoso

Vice-Presidente – Godofredo Augusto Schmidt

Secretário e Bibliotecário – G. F. Busch

2º bibliotecário – Rieger

Tesoureiro – Augusto Lendel

 

HOSPITAL

Médico – Dr.José Tomás da Porciúncula, além do médico esxistia uma enfermeira e um enfermeiro, um ajudante de enfermeiro e um farmacêutico.

 

ENGENHEIROS CIVIS – Rodolfo Waehneldt, Augusto Valliense; José Joaquim da Nóbrega

 

Médicos - Dr.José Tomás da Porciúncula; Dr. Napoleão Thouzet

 

BOTICÁRIOS – José da Cruz Pinto Júnior, Rua do Imperador; José Antônio de Carvalho, rua do Imperador.

 

PRINCIPAIS NEGOCIANTES

Andreas Fleschen, Rua do Imperador; Antônio José da Rocha Silveir; Antônio Duarte Pinto, Rua do Imperador; Bernadino de Araújo Costa Quissamã, Rua do Imperador; Francisco Inácio da Silveira, Renânia; Francisco Tavares Bastos, Rua do Imperador; Joaquim Gomes da Rocha, Rua do Imperador; José Gomes Barbosa, rua dos Protestantes; João Alves Brito, Vila Tereza; Leon Tridon, Rua do Imperador; Manuel Cândido do Nascimento Brito; Vitorino Rodrigues de Figueiredo, rua do Imperador.

 

COLÉGIO DE MENINAS – Mme. Cramer, Rua Joiville (Av Ipiranga)

 

COLÉGIO DE MENINOS – Henrique Kopke, Nassau (Av. Piabanha); Felisberto Alexandrino Drumond, Rua do Imperador; Bernardo José Falletti, Palatinado.

 

HOTÉIS – De Bragança, de José Narciso Coelho, Rua do Imperador; Hotel Inglês, de Martin Giraud; João Meyer, rua do Imperador; Said Ali, Hotel Oriental, Rua dos Artistas(rua Alfredo Pachá); Viúva Wiebecke, rua do Imperador.

 

CAFÉ E BILHARES – Pedro Deschepper, 6 bilhares, rua de Dona Januária(rua Marechal de Deodoro)

 

FÁBRICAS DE CERVEJA – José Bernasconi, Vila Tereza; Augusto Chedel, rua Tereza; Henrique Kremer, Fabrica Imperial, rua dos Artistas (Rua Alfredo Pachá); Timóteo Duriez, Rua do Imperador; Joaquim Chedel, rua de Dona Januária; Pedro Gerhard, Palatinado.

 

CARRO DE ALUGUEL – Para a serra – João Meyer & C.; Batista & C., Rua do Imperador, n.17; Na corte – Trapiche Mauá; Jacó Thomas; Baltar & Land.

 

OLARIA – Maximiano José Gudehus, Darmstadt.

 

AÇOUGUES – André Koslowsky; Custódio Ribeiro Catão; Tomás Tavares Bastos, rua do Imperador.

 

PADARIAS- João Hammes; João Kistermann; João Bretz; João Theisen; Jacó Latsch, Renânia.

 

SAPATEIRO -  Adão Rosemberg; Conrado Crotz; Carlos Schoeter; Guilherme Weinschutz; José da Cunha Fernandes; João Christ & irmão, Rua do Imperador, loja do Hotel de Bragança; tem sempre um grande sortimento de calçado nacional e estrangeiro, e encarregam-se de qualquer encomenda tanto para homens como para senhoras, João Christ, Renânia; Felipe Einsfeld, Rua Monte Caseros; Filipe Wagner.

 

CARPINTEIRO – João Fereira Campinho; João de Faria ; Mathias Biel; Martim José de Sousa; Pedro Gregorius; Antônio Schunk Munch; Adão Rieppel; Maquinista José Gueit.

 

PEDREIROS E CANTEIROS – Francisco Inácio; Domingos Francisco Batista; Pedro Schmidt; José Gomes Salvador; José Fecher; Jacó Baumgaertner, João Bechtluft.

 

PINTORES – Filipe Wagner; Antônio Pister; Carlos Dupont; Albert Berg.

 

MARCENEIROS EBANISTAS – Adolfo Knuth; Henrique Brohn; Conrado Vogt, com armazém de mobílias; José Zimmermann; Jacó Nicolay; Pedro Nicolay.

 

TORNEIRO – Leonardo Knuth.

 

ESCULTOR DE BENGALA -  Carlos Spangenberg, Rua dos Protestantes(atual Rua Treze de Maio).

 

CARPINTEIROS DE CARROS – Nicolau Echternach; Felipe Faulhaber; E. Augusto Schoen; João Krancher; Schroeder; Frederico Goetz.

 

FERRARIA – Limpricht; Jacó Monken; José Sargaça; Frederico Eppelsheimer; Cristovão Schorch; Daniel Thies; Felipe Dietz; Guilhermer Geyer.

 

FUNILEIROS – Carlos Kalkubl, rua do Imperador, 82; Carlos Lange, rua do Imperador; Augusto Lendel, Rua do Imperador; João Beker, Rua Aureliano.

 

ARMAZÉNS DE TRASTES – Conrado Vogt, rua da Imperatriz.

 

CASAS DE COMISSÕES PARA CORTE – Guilherme Gerhadt, rua do Imperador, 7; José Webler, rua Bourbon (atual rua dr. Nelson Sá Earp).

 

SERRALHEIROS – Frederico Eppelsheimer, rua dona Januária, II Limpricht; Reicheld;

 

FERRADORES – M. A. Monteiro; Manuel da Silva; Baltar & Land.

 

COBRIDORES DE ARDÓSIAS – Henrique Kraemer, Jacó Bähr; Carlos Kober; Kilian Webler.

 

RELOJOEIROS – Eugène Colon; José Siebler.

 

TAMANQUEIROS – Antonio Gomes da Fonseca, Palatinado Inferior.

 

TIPOGRAFIAS – Do Paraíba, rua do Imperador, 51; Do Mercantil, rua Aureliano, 5; Brasília, largo do Imperador (atual Praça d. Pedro).

 

ARMARINHOS – Olive Irmão, rua do Imperador, 21; Mme. Gossi.

 

MODISTA – Catarina Armand.

ESTATUÁRIO – Luigi Baronto.

 

SELEIRO – João Fermes; C. E. Schroeder, sênior, rua d. Januária.

 

JARDINEIRO FLORISTA – João Batista Binot, Nassau (Avenida Piabanha)

 

CUTILEIRO – João Batista Nicolau, rua Tereza.

 

COLCHOEIRO E ESTOFADOR – Morais & Primo.

 

OURIVES – Carlos Rittmeyer; Frederico Guilherme Cöllen, rua do Imperador; José Siebler, rua do Imperador.

 

BARBEIROS – Antonio Duarte Ferreira, rua do Imperador; José Pinto de Oliveira, rua do Imperador, Julio Alexandre Barreira, rua do Imperador, 18.

 

PERFUMISTA E LICORISTA – José Marcos Grossi, rua do Imperador.

 

CHAPELEIRO – Vitor Duriez.

 

TANOEIRO – João Lopes, Vila Tereza.

 

REPARTIÇÃO DO TELÉGRAFO – Rua do Imperador.

 

ESTACIONÁRIO – José Francisco de Matos.

 

AJUDANTE – Davi Carlos da Rocha.

 


Referência bibliográfica:

ALMANAQUE LAEMMERT, ano de 1861