quarta-feira, 20 de março de 2013

OS ÍNDIOS COROADOS


Pesquisadores como o naturalista Augusto Saint Hilaire apontam os índios coroados como sendo muito feios, baixos, de cabeça grande e chata, de ombros largos, de cabelos negros e longs, de pele escura. Andavam nus e usavam urucum em suas pinturas . suas  cabanas eram de madeira, cobertas com folhas  de palmeira ou bambu. Determinados grupos costumavam dormir em redes, usavam arco e flecha, utensílios de pedra, pratos e tigelas feitos de cabaças (espécie de cuias) e folhas trançadas.
As pesquisas também os apontam como sendo um grupo que vivia guerreando entre si. Por possuírem uma índole feroz nos combates entre si ou com outras nações indígenas, comportavam-se com crueldade sem limite. Todos os inimigos vencidos eram mortos, excluindo-se mulheres e crianças capazes de acompanhá-los em suas andanças.
Os coroados não usavam no corpo objetos decorativos. Por motivos de segurança suas aldeias eram construídas nos locais mais altos, mesmo que isso os colocasse muito distantes da água. As aldeias tinham vários tamanhos  e formatos
Quantos as mulheres, eram consideradas escravas dos homens e eram em menor número que eles nas aldeias: para cada 100 homens, apenas 30 mulheres. Os coroados eram monogâmicos, ou seja, possuíam apenas uma mulher. Só o cacique poderia ter mais de uma mulher. O adultério era punido com a morte.
As mulheres coroadas grávidas eram tratadas com rigor: tinham que jejuar, não podiam comer carne, pois havia o mito de que as crianças nasceriam com nariz deformado, nem podiam comer aves pequenas, senão seus filhos nasceriam pequenos. Também os maridos não podiam comer carne e, para não serem tentados, eram desarmados, durante a gravidez. Nota-se, portanto, que os coroados alimentavam-se quase exclusivamente de frutas, sendo a caça uma alimentação secundária.
O título de Cacique era passado do pai para filho mais velhos, na falta desde herdava o segundo ou terceiro filho.
Por volta dos 12 anos, os filhos dos coroados, contando com a ajuda dos pais, construíam seus próprios ranchos, passando a viver com os demais membros da tribo que não possuíam mulheres. Neste ambiente reinava o silêncio.
As meninas viviam com seus pais até por volta dos 14 ou 15 anos, quando então, o cacique principal dispunha delas e as concedia em casamento.
Os coroados não tinham noção de tempo para contar as suas idades, então valia a aparência, o tamanho do corpo e a força do rapaz para, por exemplo, ser aclamado cacique após a morte do pai. As festas dos coroados eram realizadas depois de passar um bom tempo do fato que as motivava, quando não houvesse mais receio que os inimigos os pegassem de surpresa!
Com o crescimento da colonização, aconteceu com os coroados que viviam na região que seria no futuro Petrópolis, o mesmo que ocorreu no resto do Brasil, as tribos foram dizimadas.
Os índios que sobravam após sangrentas batalhas passaram  a perambular, entre o rio Preto e o Paraíba, atacando as famílias que residiam no Tinguá, Paty do Alferes e outros povoados ao longo do Caminho Novo.

Sylvio Adalberto, diz que em virtude destes ataques, o Vice-Rei D. Luís de Vasconcellos, em 1789, manda o capitão de ordenanças Inácio de Sousa Werneck rebatê-los nas próprias aldeias e que, mais tarde, o mesmo Vice-Rei incumbe João Rodrigues da Cruz, fazendeiro em Pau Grande, de domesticá-los. Este, com a ajuda do padre Manuel Gomes Leal, consegue aldeá-los à margem do caminho do Rio Preto, onde os sobreviventes ficaram vigiados.




3 comentários:

  1. Muito bom saber mais sobre história. Obrigado pela contribuição. Abraço!

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  2. Muito bom, vim procurar sobre minha descendencia e encontrei conhecimentos que não conhecia, analisei também muito bem meus traços faciais

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