terça-feira, 19 de novembro de 2013

QUARTEIRÃO VILA IMPERIAL

O QUARTEIRÃO VILA IMPERIAL: FORMAÇÃO, CENTRALIDADE E TRANSFORMAÇÕES DO NÚCLEO HISTÓRICO DE PETRÓPOLIS

Introdução

A compreensão da formação urbana de Petrópolis exige atenção especial à área que, ao longo do tempo, passou a ser identificada como Quarteirão Vila Imperial. Embora atualmente a expressão “Centro Histórico” seja utilizada para designar uma área relativamente ampla da cidade, o antigo Quarteirão Vila Imperial correspondia a um espaço urbano muito mais preciso, cuja configuração pode ser reconhecida nas primeiras plantas da povoação concebida pelo major Júlio Frederico Koeler.

Esse núcleo, aproximadamente hexagonal, compreende, em sua configuração histórica, a primeira metade da atual Rua do Imperador, a Rua da Imperatriz, a Rua Tiradentes, a Avenida Koeler e a Rua Dr. Nelson de Sá Earp. Mais do que uma simples delimitação cartográfica, esse espaço constituiu o centro político, administrativo, comercial, social e simbólico de Petrópolis durante grande parte de sua história.

A análise das plantas oitocentistas demonstra, entretanto, que a denominação e a própria compreensão espacial da Vila sofreram alterações ao longo do século XIX. Na Planta de Petrópolis de 1846, elaborada por Koeler, aparecem onze quarteirões e duas vilas imperiais: a Villa Imperial e a Villa Thereza.¹ A organização territorial proposta por Koeler constituía parte essencial de seu projeto para a povoação-palácio, associando o núcleo residencial e administrativo ligado à Família Imperial aos quarteirões destinados à ocupação colonial.

1. A Vila Imperial nas primeiras plantas de Petrópolis

A Planta de Petrópolis de 1846, conhecida como Planta Koeler, constitui documento fundamental para o estudo da gênese urbana petropolitana. Elaborada no contexto da organização da povoação-palácio determinada pelo Decreto Imperial nº 155, de 16 de março de 1843, a planta estabeleceu uma estrutura espacial que combinava o Palácio Imperial, as áreas destinadas à administração e à residência das elites e os quarteirões destinados aos colonos.²

Na cartografia de Koeler, a denominação utilizada é simplesmente “Villa”. Não se deve, portanto, transportar automaticamente para 1846 uma nomenclatura que somente posteriormente se consolidaria como “Quarteirão Vila Imperial”. A própria cartografia revela que a área possuía estatuto distinto dos demais quarteirões coloniais. A planta dividia a área de gênese da povoação em onze quarteirões e duas vilas imperiais.³

A planta de Otto Reimarus, de 1854, mantém em grande medida a estrutura estabelecida por Koeler, embora apresente modificações decorrentes da expansão da ocupação. Estudos recentes da cartografia histórica de Petrópolis identificam, inclusive, acréscimo expressivo no número de prazos da Vila Imperial entre 1846 e 1854.⁴

Já na planta atribuída ao major Carlos Augusto Taunay, de 1861, a área aparece associada à ideia de “Cidade”, revelando uma transformação significativa na percepção administrativa e urbana daquele núcleo.⁵ A mudança terminológica acompanha o próprio processo de consolidação de Petrópolis, que, de povoação planejada em torno da residência de verão da Família Imperial, transformava-se progressivamente em cidade dotada de vida econômica e social própria.

A expressão “Quarteirão Vila Imperial” parece consolidar-se apenas posteriormente, já nos últimos anos do Império. Sua utilização posterior, inclusive em placas de identificação urbana instaladas no século XX, contribuiu para fixar na memória coletiva a denominação que hoje conhecemos. 

2. Palácio, Corte e colonização

O caráter singular da Vila Imperial estava diretamente relacionado à presença do Palácio Imperial e à proximidade com os espaços ocupados pela Corte. O Decreto Imperial de 1843 determinava a construção do Palácio, a urbanização de uma Vila Imperial, a edificação de uma igreja e a criação de um cemitério, além de outras providências necessárias à implantação da nova povoação.⁶

A implantação do núcleo imperial não significou, contudo, a existência de uma cidade socialmente isolada. Ao contrário, a Vila dependia diretamente dos quarteirões coloniais que a circundavam.

A mão de obra empregada na construção dos edifícios, residências e equipamentos urbanos provinha, em grande medida, dos trabalhadores disponíveis na própria colônia. Os colonos e seus descendentes também participaram da economia cotidiana da cidade, fornecendo alimentos como leite, queijos, embutidos, hortaliças e outros produtos.

Essa relação entre Vila Imperial e quarteirões coloniais revela uma característica fundamental da formação de Petrópolis: a cidade nasceu de uma estrutura espacial planejada, mas sustentada por relações econômicas e sociais que ultrapassavam os limites formais dos seus quarteirões.

3. Um centro de circulação

A centralidade da Vila Imperial também foi favorecida pela evolução dos sistemas de transporte.

Nos primeiros tempos da povoação, a ligação entre a Corte e Minas Gerais fazia-se pela Estrada Normal da Serra da Estrela e pelas vias que conduziam ao interior, sem que necessariamente o viajante atravessasse o núcleo da Vila. A construção da Estrada União e Indústria modificou progressivamente esse quadro, incorporando Petrópolis às grandes rotas de circulação de pessoas, mercadorias e correspondências.

A abertura da Estrada União e Indústria, inaugurada em 1861, representou uma transformação decisiva na relação da cidade com o Rio de Janeiro e com a região de Juiz de Fora. Posteriormente, a abertura da estrada Rio–Petrópolis, em 1928, estabeleceu nova dinâmica de acesso rodoviário à cidade, que seria modificada somente décadas mais tarde pela construção da Rodovia do Contorno.

A ferrovia também reforçou a centralidade urbana. A instalação da estação ferroviária nas proximidades do núcleo central contribuiu para concentrar fluxos de passageiros e mercadorias e, posteriormente, o local desempenharia nova função como Estação Rodoviária Imperatriz Leopoldina.

Assim, a Vila Imperial tornou-se progressivamente o ponto para o qual convergiam diferentes sistemas de circulação 

4. Comércio, serviços e vida pública 

Desde os primeiros anos da Imperial Colônia de Petrópolis, a Vila Imperial assumiu funções comerciais e administrativas que ultrapassavam sua reduzida extensão territorial.

Hotéis, casas comerciais, estabelecimentos de prestação de serviços, teatros e instituições públicas estabeleceram-se em seu entorno. Os poderes Executivo e Legislativo municipal e as atividades judiciárias também estiveram associados ao núcleo central.

A concentração das atividades bancárias, comerciais, médicas e jurídicas consolidou a Vila Imperial como centro funcional da cidade.

Essa centralidade, entretanto, produziu uma contradição que acompanharia Petrópolis durante o século XX: a concentração excessiva das atividades urbanas em uma área relativamente pequena. 

O crescimento do comércio e dos transportes aumentou a pressão sobre as ruas. O transporte coletivo passou a utilizar intensamente o espaço viário, enquanto estabelecimentos comerciais de grande porte ocuparam áreas centrais.

O fenômeno não foi exclusivamente petropolitano. Muitas cidades brasileiras passaram, durante o século XX, por processo semelhante de valorização imobiliária e verticalização de seus centros históricos. Em Petrópolis, porém, o processo teve consequências particularmente sensíveis devido à existência de um conjunto arquitetônico e paisagístico formado durante o período imperial.

5. Automóvel, avião e modernidade 

A história da Vila Imperial também pode ser interpretada através da chegada dos novos meios de transporte.

A tradição histórica petropolitana registra como marco a chegada do primeiro automóvel à cidade em março de 1908. Segundo os relatos preservados pela memória local, um automóvel Dietrich, conduzido por Brás de Nova Friburgo, Gastão de Almeida e pelo “machinista” Jean Chocolaty, realizou a viagem entre o Rio de Janeiro e Petrópolis, chegando à então Avenida XV de Novembro, atual Rua do Imperador, em 9 de março de 1908.

Mais segura é a percepção histórica do episódio como símbolo da introdução do automóvel no cotidiano petropolitano: a chegada do veículo demonstrava que a antiga cidade de carruagens ingressava numa nova etapa tecnológica.

Quatro anos depois, em 28 de maio de 1912, a cidade seria novamente surpreendida pela aviação. O aviador francês Roland Garros realizou evoluções sobre Petrópolis, sobrevoando a região central. Garros, que posteriormente se tornaria célebre na história da aviação e daria nome ao famoso torneio internacional de tênis realizado em Paris, tornou-se assim parte da memória aeronáutica da cidade.

O século XX ainda testemunharia a chegada de outras tecnologias. Em 1947, um helicóptero procedente do Rio de Janeiro sobrevoou o núcleo urbano antes de pousar na região do Quitandinha.

Esses episódios possuem valor que ultrapassa o caráter pitoresco. A Vila Imperial, concebida no século XIX para carruagens e pedestres, tornou-se palco da transição para uma sociedade marcada pelo automóvel, pela aviação e pela aceleração dos meios de transporte.

6. A iluminação pública e a modernização urbana

A modernização da Vila Imperial pode ser observada também na história de sua iluminação.

A partir de 1856 começaram a ser instalados lampiões de azeite de baleia, apoiados em postes de ferro. O sistema representava uma das primeiras iniciativas de iluminação pública regular da povoação.

Na década seguinte começaram as discussões sobre a adoção de iluminação a gás, mas a proposta não se concretizou naquele momento.

A eletrificação representou uma mudança mais profunda. Na década de 1890, a partir do contrato firmado entre a Câmara Municipal e o Banco Construtor do Brasil, foram implantados serviços relacionados ao fornecimento de água e energia elétrica. Em 1896, a iluminação elétrica começou a modificar a aparência noturna do centro de Petrópolis.

Novas intervenções ocorreriam ao longo do século XX, demonstrando que a Vila Imperial permaneceu como espaço privilegiado das obras de modernização urbana.

7. A verticalização e a perda da paisagem histórica

A centralidade que durante décadas representara a força da Vila Imperial tornou-se, paradoxalmente, uma de suas maiores ameaças.

A valorização imobiliária, especialmente a partir de meados do século XX, estimulou a substituição de antigos casarões por edifícios de vários pavimentos. A busca pela modernização e pela verticalização alterou profundamente a paisagem construída.

A imagem de uma Petrópolis que pretendia tornar-se uma espécie de “Nova York da Serra” traduz, ainda que de maneira informal, o espírito desenvolvimentista de determinado período.

Famílias de origem colonial ou de imigrantes que haviam prosperado passaram, em muitos casos, a vender seus terrenos e residências nos antigos quarteirões para adquirir apartamentos nos novos edifícios da área central. Simultaneamente, áreas periféricas passaram a ser ocupadas por residências de veraneio e por processos de parcelamento imobiliário.

O resultado foi uma transformação profunda da relação entre a cidade histórica e sua arquitetura.

A verticalização não destruiu integralmente o patrimônio da Vila Imperial, mas modificou sua escala, sua paisagem e a percepção de continuidade entre o núcleo oitocentista e a cidade contemporânea.

8. As cruzes de Malta e a memória urbana

Entre os elementos mais curiosos da paisagem do antigo Quarteirão Vila Imperial encontram-se pequenas cruzes de Malta gravadas em algumas pedras dos meios-fios.

A origem dessas marcas permanece incerta. A tradição oral chegou a relacioná-las a antigos Cavaleiros de Malta ou até mesmo a tradições de natureza templária. Não existem, contudo, elementos documentais suficientes para sustentar essas interpretações.

Uma hipótese mais plausível é que se trate de marcas de canteiros ou de profissionais responsáveis pelo trabalho de cantaria e calçamento. A presença de trabalhadores portugueses entre os antigos profissionais da construção de Petrópolis torna essa possibilidade particularmente interessante, embora também necessite de investigação documental específica.

A importância dessas cruzes está justamente na incerteza. Elas constituem pequenos vestígios materiais que estimulam a investigação e demonstram como a história urbana também pode ser encontrada em detalhes aparentemente insignificantes.

Uma delas pode ser observada no meio-fio situado em frente à porta central da Câmara Municipal, do outro lado da rua. 

Conclusão 

O Quarteirão Vila Imperial não deve ser confundido simplesmente com a totalidade daquilo que hoje denominamos Centro Histórico de Petrópolis. Trata-se de uma unidade espacial e histórica específica, cuja origem remonta ao projeto urbanístico de Koeler e cuja centralidade foi sendo construída ao longo de quase dois séculos.

Sua importância decorre justamente da concentração, em uma área relativamente pequena, de diferentes dimensões da história petropolitana: o Palácio Imperial, a presença da Corte, a colonização germânica, o comércio, os poderes públicos, os transportes, os hotéis, os teatros, a modernização tecnológica e, posteriormente, a verticalização e a transformação da paisagem urbana.

A Vila Imperial foi, simultaneamente, espaço de representação do poder e lugar de circulação cotidiana; cenário da vida imperial e palco da modernização republicana; lugar de permanências e de rupturas.

Seu pequeno “hexágono” pode parecer apenas uma forma desenhada nas antigas plantas de Petrópolis. Entretanto, nele está condensada boa parte da história urbana da cidade.

Compreender a Vila Imperial significa, portanto, compreender não apenas onde Petrópolis começou a adquirir sua forma urbana, mas também como essa cidade foi modificando, ao longo do tempo, a relação entre memória, patrimônio, circulação e modernidade. 

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NOTAS:

1. KOELER, Júlio Frederico. Planta de Petrópolis – 1846. Petrópolis: Companhia Imobiliária de Petrópolis, 1846. A planta apresenta onze quarteirões e duas vilas imperiais, Vila Imperial e Vila Teresa. A documentação cartográfica é hoje uma das principais fontes para o estudo da organização espacial da cidade em sua fase inicial.

2. BRASIL. Decreto Imperial nº 155, de 16 de março de 1843. O decreto determinava, entre outras providências, a construção do Palácio Imperial, a urbanização da Vila Imperial, a construção de uma igreja e de um cemitério. A documentação do decreto e da escritura de arrendamento da Fazenda Córrego Seco encontra-se reproduzida no projeto de estudo da Planta Koeler.

3. LAETA, Tainá; FERNANDES, Manoel do Couto; et al. Estudos recentes sobre a cartografia histórica de Petrópolis confirmam a existência das onze unidades denominadas quarteirões e das duas vilas imperiais na planta de 1846.

4. A planta de Otto Reimarus, de 1854, apresenta alterações na distribuição dos prazos. Segundo estudo cartográfico comparativo, a Vila Imperial apresentou acréscimo de 31 prazos em relação à planta de 1846. Cf. LAETA, Tainá; FERNANDES, Manoel do Couto. “A cartografia histórica de Petrópolis e uma análise geográfica sincrônica para o século XIX (1846-1861)”. Mercator, Fortaleza, v. 22, e22018, 2023.

5. TAUNAY, Carlos Augusto. Planta reduzida da Imperial Cidade de Petrópolis e seus quarteirões. 1861. Arquivo Histórico do Museu Imperial. A reprodução da planta é também identificada em estudos sobre a iconografia e cartografia histórica de Petrópolis.

6. O projeto de Koeler estava inserido em uma política de ocupação e organização territorial associada à Fazenda Imperial e ao estabelecimento da povoação-palácio. A documentação do período evidencia a articulação entre planejamento urbano, arrendamento de terrenos e construção do Palácio Imperial.

7. Sobre a estrutura territorial da Petrópolis oitocentista, ver também: LAETA, Tainá; FERNANDES, Manoel do Couto. Estudos sobre a evolução dos quarteirões e prazos imperiais entre 1846 e 1861. Os autores demonstram que a expansão da cidade ocorreu ainda durante as primeiras décadas de sua formação, com a criação de novos quarteirões e ampliação da área ocupada.

8. A expressão “Centro Histórico” empregada contemporaneamente possui alcance territorial distinto da antiga denominação Vila Imperial. A diferenciação é importante para evitar a projeção de conceitos patrimoniais atuais sobre a organização territorial do século XIX.

9. Os episódios relativos à chegada do automóvel, às primeiras demonstrações aeronáuticas e ao sobrevoo de helicóptero integram a memória histórica e jornalística de Petrópolis. Para uma versão definitiva destinada a publicação acadêmica, recomenda-se confrontar essas informações com a imprensa petropolitana contemporânea aos acontecimentos, especialmente Tribuna de Petrópolis, Gazeta de Petrópolis e demais periódicos disponíveis em acervos históricos.

10. A história da iluminação pública deve ser analisada em conjunto com os contratos municipais de fornecimento de água e energia e com os relatórios da administração municipal. As sucessivas intervenções demonstram a permanência da área central como prioridade das políticas de modernização urbana.

11. A interpretação das cruzes existentes nos meios-fios como marcas templárias ou relacionadas aos Cavaleiros de Malta pertence ao campo da tradição oral. Na ausência de documentação que demonstre sua origem, a hipótese deve ser apresentada como possibilidade ou lenda, e não como fato histórico comprovado.

 

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 BRASIL. Decreto Imperial nº 155, de 16 de março de 1843. Paço da Boa Vista, 16 mar. 1843. Documentação referente à criação da povoação-palácio de Petrópolis.

GAZZANEO, Luiz Manoel. Do Palácio Imperial ao Museu Imperial: uma visita iconográfica na atualidade. Anais de Seminário de Arquitetura e Museologia.

KOELER, Júlio Frederico. Planta de Petrópolis – 1846. Petrópolis: Companhia Imobiliária de Petrópolis, 1846. Escala gráfica de 500 braças.

LAETA, Tainá; FERNANDES, Manoel do Couto. A cartografia histórica de Petrópolis e uma análise geográfica sincrônica para o século XIX (1846-1861). Mercator, Fortaleza, v. 22, e22018, 2023.

NEVES, Flavio Menna Barreto; ZANATTA, Eliane Marchesini. Traços de Koeler: 170 anos da Planta de Petrópolis. Petrópolis, 2016.

PREFEITURA MUNICIPAL DE PETRÓPOLIS. Nossa História. TurisPetro. Petrópolis: Prefeitura Municipal de Petrópolis.

REIMARUS, Otto. Planta da Imperial Colonia de Petropolis – reduzida para guia dos visitantes. Rio de Janeiro: Lithographia Imperial de Resenburg, 1854.

TAUNAY, Carlos Augusto. Planta reduzida da Imperial Cidade de Petrópolis e seus quarteirões. 1861. Arquivo Histórico do Museu Imperial.

 FONTES CARTOGRÁFICAS E DOCUMENTAIS

 Arquivo Histórico do Museu Imperial – Petrópolis. Plantas e mapas históricos da Imperial Colônia e da Imperial Cidade de Petrópolis.

Companhia Imobiliária de Petrópolis. Planta de Petrópolis – 1846, de Júlio Frederico Koeler.

Biblioteca Nacional. Planta da Imperial Colonia de Petropolis – reduzida para guia dos visitantes, de Otto Reimarus, 1854.

Arquivo Público Nacional. Escritura de venda da Fazenda Córrego Seco, 1830, e documentação relativa ao Decreto Imperial nº 155, de 1843.

Laboratório de Cartografia – GeoCart/UFRJ. Projeto de documentação e estudo da Planta de Petrópolis – 1846 (Planta Koeler).

 


Planta do Quarteirão Vila Imperial feita por Koeler em 1846

sábado, 9 de novembro de 2013

O PELOURINHO NA PRAÇA DA LIBERDADE

Petrópolis, como todas as cidades brasileiras no meado do século XIX, também possui seu pelourinho, a coluna de pedra ou madeira posta em local público, junto à qual se expunham e castigavam os criminosos.

O nosso pelourinho, de acordo com Walter Bretz, ficava na antiga praça dom Afonso, atual Rui Barbosa, porém é mais conhecida atualmente como “ Praça da Liberdade”, próximo a mansão Franklin Sampaio construída pelo Monsenhor Bacelar, aonde hoje tem o parquinho de diversão para crianças. O poste era de madeira com duas argolas de ferro as quais eram amarrados os condenados, em geral pobres escravos, a fim de sofrerem o castigo corporal imposto pela lei. Os criminosos seguiam para ali de mãos atadas e sobre forte escolta policial, percorrendo antes a pé, as principais ruas da cidade, no local de suplicio recebiam os açoites, que acreditavam serem regeneradores, sob as olhares horrorizados dos moradores da Colônia. E depois de supliciados voltavam se arrastando ou como podiam para a cadeia pública, no prédio do antigo Fórum.

Os gritos dos martirizados, perturbavam e horrorizaram os colonos que não eram acostumados com tamanha barbaridade, entre eles o Hees e os Glassow, que possuíam um comércio nas proximidades da praça.  

Fonte:
Jornal de Petrópolis, Edição de Natal, 24/12/1972


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

CURIOSIDADES PETROPOLITANAS

  A 1ª notícia que se supõe haver do território de Petrópolis é a relata por Pedro Lopes de Souza, no Diário de Navegação da expedição de Martim Afonso de Souza, chegada no Rio de Janeiro em 30 de abril de 1531, no qual está escrito o seguinte: “Montanhas mui grandes”, existente nas proximidades do Rio de Janeiro e por ele escaladas a caminho das Minas.

 O 1° proprietário das terras do futuro “Córrego Seco” foi Bernardo Soares de Proença, datando de 11 de novembro de 1721 seu requerimento de concessão da sesmaria onde estavam elas localizadas.

·         Saturnino de Souza e Oliveira Coutinho, nascido no Córrego Seco em 29 de novembro de 1803, viria a ser o primeiro petropolitano ilustre.

·         Teve lugar em 3 de março de 1840, na fazenda do Itamarati, o 1° batizado evangélico luterana realizado na futura Petrópolis.

·         O inicio do aforamento dos Prazos de terra da Imperial Fazenda de Petrópolis, teve lugar a 1° de junho de 1847, tendo sido Honório Hermeto Carneiro Leão, o Marquês de Paraná, a quem coube o Prazo n° 2201 do Quarteirão Palatino Superior, o Foreiro n° 1.

·         O 1° verão passado em Petrópolis pela Família Imperial foi o de 1847-1848, quyando se hospedaram na Casa Grande da Fazenda do Córrego Seco.

·         O Hotel Bragança de propriedade do Dr. Thomas Chabonnier é inaugurado em 25 de novembro de 1848 foi o 1° hotel que existiu em Petrópolis.

·          Data de 8 de outubro de 1848 a criação da Agência do Correio de Petrópolis, da qual foi o 1° agente Antonio José Correia Lima que entrou em exercício em 9 de novembro do mesmo ano.

·         O Palácio Imperial foi habitado pela 1ª vez pela Família Imperial a 1° de  dezembro de 1849, quando o prédio ainda se estava inacabado.

·         O primeiro templo católico construído na Colônia foi a Capela provisória erguida à Rua da Imperatriz pela Super Intendência e entregue ao vigário Antonio Weber em 8 de outubro de 1848.

·         O 1º médico de Petrópolis foi o dr. Guilherme Boedecker, nomeado em 16 de julho de 1845 pela Imperial Fazenda de Petrópolis.

·         O terreno do 1° cemitério, sito local onde hoje se encontra a igreja do Sagrado Coração de Jesus, foi mandado benzer em 1° de agosto de 1845 pelo Bispo do Rio de Janeiro.

·         As duas escolas públicas primárias de Petrópolis, foram criadas a 26 de outubro de 1846, pelo Presidente da Província, Aurelino Coutinho, destinando-se uma a meninos e outra a meninas.

·         A cerimônia o casamento civil teve lugar pela 1ª vez em Petrópolis a 8 de junho de 1890, sendo nubentes Carlos Guilherme Alberto Eckhardt  e Ana Maria Esch.

·         A iluminação pública a querosene foi inaugurada em 20 de janeiro de 1873.

·         O telégrafo elétrico começou a funcionar entre Rio de Janeiro a 1° de agosto de 1857, sendo José Francisco de Matos o 1° encarregado da estação local.

·         A primeira corrida de cavalos realizada pelo Joquei Clube de Petrópolis teve lugar a 23 de agosto de 1857, no prado de Fragoso.

·         As primeiras eleições municipais foram realizadas em 22 de novembro de 1857, sendo porém anuladas. As válidas só tiveram lugar a 13 de março de 1859.

·         O Teatro Progresso Petropolitano, na rua do Imperador, foi o primeiro que existiu em Petrópolis, datando de 6 de dezembro de 1857 sua inauguração .

·         O 1° trecho da Estrada União e Indústria, compreendido entre Vila Tereza e Pedro do Rio, com extensão de 33 km foi inaugurado a 1° de agosto de 1858.

·         O Bacharel Antonio Moreira Tavares nomeado a 7 de outubro de 1851, foi o primeiro Juiz Municipal do Termo de Petrópolis.

·          O Colégio Kopke, inaugurado a 1° de janeiro de 1850 à rua Nassau ( atual Piabanha) foi o primeiro estabelecimento de ensino secundário de que existiu em Petrópolis.

·         A Irmandade do S.S. Sacramento da Freguesia de São Pedro de Alcântara, foi a primeira que existiu em Petrópolis, fundada em 31 de dezembro de 1853.

·         O primeiro trem da Companhia de Navegação a Vapor e a Estrada de Ferro de Petrópolis, o 1º do Brasil e da América do Sul, correu a 30 de abril de 1854 no trecho compreendido entre as localidades de Mauá e Fragoso.

·         O leilão do prédio e terreno no Hotel Suiço, levado a feito em 30 de abril de 1855, foi o primeiro realizado em Petrópolis.

·         A revolta contra a Diretoria da Colônia, Alexandre Manuel Albino de Carvalho, irrompida em 26 de março de 1865 por instigação do Pastor Wiedman, foi o 1° ato de insubordinação dos colonos de Petrópolis.

·         Foi em 13 de fevereiro de 1857 que começou a funcionar o Matadouro da Westiphália (atual Av. Barão do Rio Branco aonde hoje é o Colégio Liceu Carlos Chagas) deixando-se em conseqüência de abater gado na Praça dom Afonso ( hoje Praça da Liberdade).

·         O primeiro jornal editado foi “O MERCANTIL” de Bartolomeu Pereira Sodré, em  3 de março de 1857.

·         A 1ª Barreira Fiscal instalada em nossas estradas foi a do Alto da Serra, que começou a funcionar em 15 de janeiro de 1859.

·         O dr. Antonio Moreira  Tavares, empossado a 14 de janeiro de 1859 foi o 1° Delegado de Polícia de Petrópolis.

·         O primeiro templo luterano construído em nossa cidade foi da Rua Joinville (atual Av. Ipiranga) inaugurado em 24 de maio de 1863.

·         O dr. Julius Frederich Lippold foi o primeiro pastor evangélico luterano, datando de 1846 a sua nomeação.

·         A primeira fábrica de tecidos que funcionou em Petrópolis, foi de malha, de propriedade de Alfredo Gandi, inaugurada em 2 de dezembro de 1852.

·         O Fórum de Petrópolis foi instalado em 4 de agsoto de 1859, sendo os drs. José Caetano de Andrade Pinto e Julio Accioli de Brito, respectivamente os primeiros Juiz de Direito e Promotor Público.


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

RELAÇÃO DOS COLONOS E OS PRAZOS RECEBIDOS PARA DESENVOLVER A CIDADE

 O elemento germânico de Petrópolis está dividido em dois grupos: nos que vieram em 1837, pelo navio ”Justine”, em número de 235, e os que chegaram no ano de 1845, por 13 navios num total de 2.111.
 Os primeiros viajaram do Havre para a Austrália quando o comandante do “Justine” resolveu fazer escala no Rio de Janeiro devido a um motim de passageiros, revoltados com os maus tratos e privações de toda natureza.
 O engenheiro Julio Frederico Koeler, então incumbido da construção da estrada do Itamarati, logo providenciou a vinda desses elementos, a fim de aproveitá-los nas obras que realizava, demonstrando praticamente a superioridade do trabalho livre e a necessidade imperiosa da vinda de colonos para a Província do Rio de Janeiro.
 Os bons resultados obtidos com os 235, acidentalmente, vindos para os núcleos de povoação, que mais tarde dariam origem à Petrópolis, entusiasmaram os governantes da Província que celebrou um contrato para a vinda de colonos com a casa de Dunquerque, Charles & Cia.
 Em 13 de junho de 1845, aportava no Rio de Janeiro o navio “Virginie”, com 161. Seguiram-se mais 12 navios.
 Em 20 de Junho o “Marie”, com 169; em 21, o “Leopold”, com 225; em 24, o “Curiex”, com 210; em 26 o “Marie Luise”, com 217; a 11 de agosto, o “Jenue Leon”, com 170; em 26, o “George”, com 208; a 1° de Setembro, o “Mary Queen of Scott”, com 210; a 7, o “Daniel”, com 171, e o “Odin”, com 182; a 16 de Outubro, o “Pampa”, com 137; e finalmente, a 8 de Novembro, o “Fyen”, com 68.
 Desse total de 2.218, 75 faleceram anbtes de tomar destino, a maioria de febre tifóide; 106 seguiram para o Rio Grande do Sul; 26 permaneceram na Corte e os restantes 2.111 vieram para Petrópolis.
 Receberam eles um PRAZO, isto é, uma determinada superfície de terreno num dos Quarteirões, em geral de 5 a 10 mil braças quadradas, isento pelo artigo 24 das Instruções da Mordomia da Casa Imperial, do pagamento de jóia e de oito anos de foro anula a contar de 1-1-1846.
 Graças a essa particularidade, é que consultando os velhos papeis e escrituras da Superintendência da Imperial Fazenda e da Mordomia da Casa Imperial, pode-se organizar a lista que se segue dos colonos de Petrópolis, divididos em Quarteirões – os locais das suas residenciais – e indicando os números dos prazos que lhes pertenciam.
Saem assim da obscuridade em que tem permanecido os colonos de Petrópolis. Honra e glória a memória dos colonos de Petrópolis., fizeram a grandeza da nossa cidade.

VILA IMPERIAL 

André Loespch – 101
Teodoro Eppinghaus – 241
João Vogt – 100
Filipe Littig – 243
Jorge Arweiler – 102
Leonard Knuth – 253
Henrique Luis Jaeger – 181
Paulo Aweiller – 222
Frederico Eppeischeimer – 182
Werner Schumacker – 184
Maria Goeller – 225
João Linden – 56
Carlos Fernando Schmit – 243
Cristiano Hees – 221
André Brunner – 183
Maria Merhart – 269
Conrado Berr – 247
Pedro Eppinghaus – 242
João Wallenter – 187
Adolfo Knuth – 254
Filipe Dorr – 273
Martin Dupont – 223
Adão Rosenberg – 219
Margarida Wagner – 230
Guilherme Welter – 274
Henrique Pedro  Fung – 250
Joaquim Glasow – 220
João Adão Hammes – 236
Carlos Dorr – 252
Matias Kinesnchied – 276
João Kistermann – 51
Pedro Schmitz – 272
Isabel Einsfeld – 13
Catarina Schwarz – 272
Nicolau Engelmann – 251
Henrique David Heiderich – 57
Jacob Stum

QUARTEIRÃO MOSELA

Pedro Lochen – 813
Adão no “Diário de Navegação”  de Janz – 647
João Adão Joechen – 812
João Conrado  Pfeifer – 833
João Dupré   805
Nicolau Harres – 830
Frederico Hennmann – 844
Magnus Kling – 809
Pedro Andrés – 801
Felipe Martini – 815
Jacob Merker – 834
Carlos Weber – 814
João Jorge Tanein – 831
Guilherme Monken – 818
Matias Biehl – 803
Estevam Gehren – 808
Carlos Scherer – 806
Felipe Molter – 837
Henrique Pedro Molter – 810
Paulo Schitz – 824
João Pedro Flescher – 821
Frederico Carlos Stumm – 843
Matias Thees – 845
Susana Friederichs – 828
Filipe Blaten – 846
Felipe Eiffeler – 829
João Noel – 847
Jacob Pfeifer – 822
Daniel Dohn – 848 e 840
Francisco Mahler – 823
Pedro Lorang – 849
Frederico Carlos Licht – 825
Barbara Fecher – 850
Matias Heckmann – 827
João Pedro Mees – 841
Matias Klingel – 826
João Burger – 832
Magnus Heuper – 807
João Mosch – 836
João Frederico Wildberg – 817
Pedro Kronenberger – 835
João Pedro Wilbert – 816
Cristiano Kenper – 842
Francisco Blatt – 838
Nicolau Gorins – 802

QUARTEIRÃO NASSAU

Jacob Muenich – 616
Pedro José Kratz – 671
Guilherme Monken – 620
Guilherme Chancel 669
Jacob Monken – 620
Guilherme Moebus – 640
João Detal – 633
Cristovam Statner – 650
Jacob Brahm – 622
Filipe Erbes – 626
Jacob Berr – 653
Leonardo Schwelkart – 659
Paulo Iung – 655
João José Monken – 673
Guilherme Schanoel – 669
André Muenich – 634
JoÃO Jorge Gerhart – 645
Luis Petry – 666
Viúva Maria Catarina Evs – 625
Henrique Sutter – 667
Tomás José Idstein – 608
Jacob Schanoel – 668
João Wey – 631
João Fecher – 648
Pedro José Stuelpen – 632
João Adão Rippel – 669
José Nicolay – 607
Jacob Nicolay – 611
João José Wagner – 643
Filipe Wagner – 660
Carlos Henrique Meyer – 654
Isabel Hansen – 613
João Schunch – 602
Francisco X. Bumb – 602
André Simon – 629
Baltazar Statzner – 651



QUARTEIRÃO RENÂNIA – INFERIOR

Antonio Raetz – 1419
Jacob Wirsch – 1404
Miguel Sixel – 1403
Pedro Dahlem – 1403
João Christ – 1401
João Hehn – 1415
Nicolau Echternach – 1416
Jacob Tomas – 1420
Filipe Windehelsser – 1411
Adão Holtz – 1417
Jacob Latsch – 146
João Goettnauer – 1421
Ana Isabel Neumann – 1418-C
Miguel Ketzer – 1408
Guilherme Karl – 1409
Pedro Kraemer – 1407

QUARTEIRÃO FRANCÊS

João Jacob Wagner – 445
Eva Blatz – 417
Francisco Sieben – 413
André Zoebus – 432
João Boggis – 444
Jacob Nicolay II – 442
Pedro Antonio Nicolay – 441
João Pedro Bach – 419
Rinaldo Delvô – 418
Bernardo Orth – 405
João Esch – 420
Margarida Ebeling – 429
Valentim Scheid – 431

QUARTEIRÃO VILA- THEREZA

Pedro Stoffel – 2436
Martinho Michel – 2438
Frederico Guetz – 2434
Henrique Winter – 2446
Jacob Braum – 2423
Felipe Linck – 2447
Jorge Dihl 2410
João Jung – 2402
Pedro Klein – 2426
João Beck – 2424
Nicolau Benchel – 2430

QUARTEIRÃO SIMÉRIA

Pedro Hart – 2028
Felipe Kneip – 2001
José Sattler – 2026
João Kraus II – 2004
Antonio Stoffel – 2005
Jacob Joras I – 2027
João Adão Beuren – 2003
Aloisio Listerhein – 2011
Jacob Schaefer – 2012
Frederico Kemmer – 2013
Antonio Plat – 2014
João NicolaU Schmidt – 2007
Nicolau Eberts – 2010
Ana Maria Mahler – 2009
João Francisco Sauressig – 2019
Filipe Pedro Jung – 2024
João Weber – 2025
Antonio Kneip I – 2002

QUARTEIRÃO PRESIDÊNCIA

João Issac Blanchoud – 3405
Cristovan Klein – 3406
Nicolau Lucas – 3408
Luis Lucas – 3409
Margarida Woll – 3423
José Brandt II – 3419
João Pedro Auler – 3407
Guilherme Sindorf – 3401
Henrique Sindorf -  3402
Paulo Hehn – 3411
Nicolau Knibel – 3421
João Pedro Gregorius II – 3410
Pedro Goettnauer – 3413
Nicolau Rosembach – 3416
Adão Brandt – 3421
Miguel Sixel – 3414

QUARTEIRÃO RENÂNIA – SUPERIOR

Henrique Jacob Iung – 4208
Jacob Schorsch – 4205
Francisco Antonio Vones – 4204
Cristiano Wagner – 4210
Nicolau Rheingantz – 4203
JoÃO Nicolau Brandt – 4207
Henrique Maul – 4209 e 4212

QUARTEIRÃO WOERSTADT

Filipe Kopp – 3629 e 3638
Guilherme Zimmler – 3621
Francisco Blaeser – 3642
Filipe Henrique Faulhaber – 3601
Filipe Reisinger – 3643
João Stumpf – 3644
Pedro Kalkul – 3639
João Jung - 3639
Jacob Waldheim – 3626
Henrique Baurmann – 3628
Pedro Emmel – 3627
Jorge Sixel – 3606
Margarida Lhr – 3602
Jacob Reuter – 3607
João José Theiss – 3613
Jacob Meurer 3610
Christiano Vogel – 3645
Matia Hillen – 3612
Filipe Pihler – 3605
Jorge Haubrich – 3611
Pedro Joras – 3609
Henrique Starck – 3604
Jacob Derscheidt – 3603

QUARTEIRÃO DARMSTADT

Catarina Blaeser 3822
Francisco Antonio Ruhl – 3835
Cristovam Capallo 3916
Guilherme Bonaker 3813
João Justen – 3814
Pedro Jacbs 3815
Henrique Kerger 3823
Ana Nender 3832
João Bechtluff 3817
João Schweikart – 3801
Antonio Vogel – 3805
João Mever II – 3826
Nicolau Stratler – 3831
Francisco Bender – 3834
Frederico Winter – 3811
João Pedro Renzler – 3830
Jacob Haubrich – 3824
Henrique Blaeser – 3821
Pedro Blaeser – 3820
Matias Justen – 3819
Pedro Schimmels – 3803
Jacob Troyack – 3833

QUARTEIRÃO WESTPHÁLITA

João Wiechers 4018
Guilhemer Luebe – 4007
Valentim Nichtern – 4009
Matias Nichtern – 4010
Carlos Frederico Willing – 4011
João Zacker – 4013
Pedro Meiwurm – 4022
Guilherme Nicolay – 4026
Francisco Happe – 4031
Augusto Moebus – 4020
João Frederico Werker – 4025
Pedro Werkhauser – 4023
Eva Geoffroy – 4027
Pedro Kurtenbach – 4024
João Balter – 4008
João Guilherme Schmidt – 4021
George Pedro Werner – 3028
João Pedro Weinem – 4014
Teodoro Ninhaus 4019
Valentim Scheid – 4001

QUARTEIRÃO BRASILEIRO

Maximiniano José Gudehus – 3029
Henrique Kremer – 3030
QUARTEIRÃO SUÍÇO
Adão Mussel – 3229
Filipe Schuessier – 3203
João Joste – 3216
Matias Theissen – 3209
Margarida Bergmann – 3219
Francisco Augusto Hartz – 3223
Jorge Cristiano Weppler II -3218
Gaspar Bergmann – 3204
Filipe Kallenbach – 3221

QUARTEIRÃO RENÂNIA CENTRAL

Lourenço Hammes – 1818
João Wollpert – 1828
Antonio Plenz – 1829
Nicolau Flesch – 1830
Felipe Castor – 1802
João Pedro Guinster – 1805
Felipe Hillen – 1823
Carlos Kober – 1806
Antonio Retzmann – 1803
Adão Lauterbach – 1822 e 1821
Cristovão Blum – 1820
João Pedro Bauer – 1824
Francisco Kind – 1819
Felipe Litteger – 1813
Pedro Teodoro Forster – 1817
Henrique Pedro Kramm – 1812
Miguel Plantz – 1809
Jacob Burger – 1811
João Pedro Carl – 1816
Jacob Malmann – 1808
João Pedro Hammes – 1810

QUARTEIRÃO PALATINO SUPERIOR

Pedro Gerhard 2634
Pedro Jacoby – 2648
Conrado Grotz – 2609
João Cristovam Krebs – 2610
Pedro Matias Hinkel – 2607
Pedro Essbeschied – 2603
Martinho Maul – 2601
João Hamem I – 2647
João Korndoerfer – 2602
João Gross – 2608
João Schowabeland – 2646
Lourenço Theiss – 2643
Filipe Dietz – 2604
Henrique Reith – 2606
João Surrerus – 2605
Filipe Ohiweiller – 2649
Filipe Gerhard Heek – 2215
Leonardo Franz – 2641
Margarida Franz – 2642
Antonio Rickes – 2649-A
João Kopp – 2624
Miguel Weitzel – 2645

QUARTEIRÃO CASTELÂNEA

Nicolau Gall – 1618
Pedro Weckmuller – 1644
Antonio Keipp II – 1601
Antonio Kloh – 1616
Pedro Capaum – 1648
Jacob Miller – 1644
Pedro Wagner – 1603
João Guttmann – 1646
Catarina Adams – 1608
Francisco Holz – 1602
Nicolau Klaes – 1615
Henrique Pedro Holz – 1626
Nicolau Guetz – 1613
João Pedro Bauer – 1645
Andreas Schweigart – 1604
Jacob Suess – 1628
Pedro Roux – 1638
Pedro Hansen – 1630
Nicolau Theobald I – 1634
Filipe Lawersweiller – 1627
Nicolau Theobald II – 1635
Nicolau Claude – 1631
Pedro Theobald – 1636
Adão Hoffmann – 1612
Jacob Roux – 1637
Jorge Killig – 1650
José Karl – 1629
Baltazar Becker – 1609
Miguel Reitz – 1647
Jacob Eberhard – 1625
Pedro Tesch – 1614
Elizabeth Weber – 1606
Cristovam Hillgert – 1621
Matias Gehl – 1605
Antonio Therness – 1622
Adão Bauer – 1643
Nicolau Weyrich – 1641
João Naisins – 1624
Cristovam Holz – 1615
Adão Miguel Moebus – 1640

QUARTEIRÃO INGELHEIM

André Justen – 1003
Jacob Mundstein – 1011
Jacb Steinborn – 1004
Cristovam Cochens – 1025
Pedro Hartmann – 1036
Frederico Delbert – 1002
Pedro Loepsch – 1038
João Pedro Justen – 1039
Adão Graefr – 1030
Melchior Mahler – 1015
Miguel Kraemer – 1041
João Reiss – 1012
Catarina e Pedro Reisinger – 1047
João Jenz – 1014
Isabel Schweigartz – 1013
Antonio Reisinger – 1016
Jorge Richter – 1018
João Loos – 1001
Antonio Meurer – 1010
João Locker – 1028
João Pedro Henrichs – 1037
Pedro José Simon – 1006
João Kort – 1007
Valentim Sperl – 1021
Nicolau Roserbach – 1009
João Pedro Henrichs – 1022
João Schneuder – 1023
Jo~çao Wey – 1032
Pedro Willens – 1005
José Wendling – 1035
João Sauer – 1023
Jorge Haubrich – 1040

QUARTEIRÃO PALATINO INFERIOR

João Cristiano Webler – 2213
Paulo Flies – 2212
Conrado Klippel – 2220
Frederico Pedro Essingel – 2228
Conrado Vogt – 2230
Cristiano Kreis – 2214
Jorge Henrique Raeder – 2209
Jacob Kappler – 2208
José Knecht – 2210
João André Georg – 2231
João Moellig – 2218
Catarina Kraus – 2232
Felipe Stumpf – 2229

QUARTEIRÃO BINGEN

André Schweikart – 1201
Bernardo Waldheim – 1202
Jacob Frederico Zerban – 1208
Guilherme Filip – 1217
Ana Maria Schweikart – 1234
Cristovam Capallo – 1203
Paulo Rheisnfeld – 1237
Susana Boller – 1239
Bernardo Pitzer – 1238
Jacob Straub I – 1204
Henrique Hoffmann – 1205
João Kreischer – 1227
João Konflantz – 1209
Adão Eckardt – 1242
Pedro Theobald – 1236
Andreas Alfeid – 1233
Miguel Bender – 1241
Guilherme Wolff – 1240
Paulo Stumpf – 1231
Cristiano Exel – 1232
José Jahn – 1222
Carlos Straub – 1214
Antonio Schweikert – 1226
Jacob Beck – 1211
João Straub II – 1212
João Schmidt – 1218

Pedro José Kloh - 1219

Fonte:
Companhia Imobíliária de Petrópolis.



Planta desenhada por Otto Reimarus em 1856 com todos os prazos numerados.